Ritmo Individual

  Ritmo Coletivo

    Ritmos da Cultura Popular

Oficina do Ritmo é uma técnica de compreensão e educação do ritmo. Parte do entendimento de que cada indivíduo tem um ritmo próprio, uma forma particular de expressá-lo, bem como se insere e é inserido de maneira genuína nos ritmos coletivos. A metodologia é fundamentada na ideia de que ritmo individual está presente e é expresso em todas as atividades humanas, como ao tocar uma musica, ou no simples ato de caminhar. Desta forma, a partir de qualquer atividade é possível que o indivíduo descubra seu próprio ritmo e como se relaciona com os ritmos do mundo que o cerca. A Oficina do Ritmo, através das suas técnicas, possibilita o conhecimento do ritmo individual dos participantes, levando a uma melhor compreensão e inserção nos ritmos que os cercam.

 

Desenvolvida por André Farias, a técnica estimula os viventes da prática a construir uma consciência sobre os vários ritmos – ritmo individual, coletivo e musical. A técnica se apropria de elementos das culturas tradicionais e populares para construir sua base rítmica e, através das técnicas ensinadas, permite a todos vivenciar as manifestações dessas culturas.

 

Andre Farias, idealizador da oficina do ritmo, é licenciado em Sociologia e possui graduação em Ciências Sociais/Antropologia pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC. Professor de sociologia do ensino médio, pesquisador do tema antropológico “rituais religiosos afro-brasileiros”, músico ogã, praticante e pesquisador da capoeira angola, integrante do Afoxé Amigos de Katendê e membro do Coletivo Batuke!, um grupo de vivências e apresentações da cultura popular. Segue seu currículo dentro de segmentos: sociais, antropológicos, educacionais, culturais e artísticos buscando sempre conhecer o seu compasso diante da sua realidade.


Como ele mesmo diz é antropólogo por formação, educador por vocação e batuqueiro por missão. Envolvido com percussão de forma regular desde seus 10 anos de idade, ministra cursos de ritmo e percussão em vários lugares do Brasil há 10 anos e desenvolve o Oficina do Ritmo há 5 anos.


A Oficina do Ritmo tem dois formatos básicos: grupos permanentes de encontros semanais e vivencias em grupo em um único encontro.


Os grupos permanentes desenvolvem-se em uma proposta de conhecimento e aprimoramento através de módulos e os grupos de um único encontro utilizam essa técnica para aprimorar processos pontuais sem a necessidade de uma continuidade.


“Quando você permite que a arte em forma de música desperte em você, ela passa a fazer parte de sua vida, no meu caso, a percussão é minha via,quando você percebe que em qualquer ritmo que você venha a tocar, cada frase, cada floreio, no tempo e no contratempo, tem seu momento específico, você percebe que tudo na vida também é assim, cada situação, cada pessoa, tem seu tempo, seu ritmo, ou você aprende a compreender e respeitar isso, ou você sempre estará fora do compasso." Renê Dalton (etnomusicólogo)

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